COLLOR: PRESIDENCIAVEIS 2018

 

 

O homem da vez “tem aquilo roxo”. Venceu a melhor eleição de todos os tempos – um misto de figurões e comédias: Lula, Ulysses Guimarães, Brizola, Mário Covas, Enéas, Paulo Maluf e até Silvio Santos perderam para o “defensor dos descamisados”, “caçador de marajás”, “São Jorge da inflação” – Fernandinho Collor de Mello.

Essa eleição teve muita história boa, só rolou “soco, porrada e bomba”. Tudo era tosco, dos debates às musiquinhas, que eram de chorar de rir:

Collor – “Collorir de Novo” – 0:09; Lula – “Lula Lá” – 0:56; Ulysses – “Bota Fé no Velhinho” – 2:20 Brizola – “Lá, Lá, Lá, Lá, Lá, Brizola” – 2:37; AFIF – “Juntos Chegaremos lá” – 3:20; Camargo – “É PTB” – 4:51; Aureliano – “Vamos com Aureliano” – 5:58; Covas – “Muda Brasil” – 7:03; Silvio Santos – “Silvio Santos é o 26” – 7:47.

 

A eleição de 1989 foi a primeira a eleger um presidente civil por voto direto. Apesar de representar uma poderosa família de coronéis em Alagoas, o cabra, para infelicidade dos brother, é carioca.

Playboy, gostava de esportes, caratê, jet-ski, corridinhas e chegou até a pilotar um caça supersônico quando já era presidente. Apoiado pela mídia (plin-plin), o Fernandinho era um astro POP. Artistas faziam fila para subir a rampa do planalto ao seu lado e vendiam a alma para participar de festas e rituais na famosa “Casa da Dinda”.

 Tinha um estilo nervosinho – o famoso “jeito Collor de Governar”. Arrojado e combativo, adorava o embate e frases de efeito como: “Tenho aquilo roxo” ou “Isso é uma mentira, uma patuscada, uma pantomima, é um devaneio, um sonho de uma noite de verão.”

Logo após eleito presidente por um partido nanico, Fernandinho lançou o “Plano Collor”, que meteu a mão no dinheiro que o povo tinha na poupança. Milhares faliram, morreram e tiveram a vida desgraçada pela medida covarde e arbitrária. Economias de toda uma vida simplesmente sumiram das contas bancárias das pessoas, que não tinham nem como comprar uma bala Juquinha na esquina. O plano trouxe uma das maiores recessões da história brasileira.

 O Boa Pinta mal foi eleito e passou a ser alvo de denúncias de corrupção. Ataques do irmão, da cunhada e do motorista são as mais conhecidas. Em meio a denúncias de que seu tesoureiro (PC Farias) desviou mais de 1 bilhão de dólares, Collor sofreu processo de impeachment.

 Ao longo do processo, jovens começaram a sair às ruas para pedir impeachment. Com as caras pintadas e roupas verdes e amarelas, a juventude pediu “Fora Collor” e “Impeachment JÁ”, no movimento que ficou conhecido como os “caras pintadas”.

Em 16/08/92, Collor, iludido ou querendo se aproveitar do movimento, conclamou os brasileiros a defender seu mandato usando verde e amarelo nas ruas. O efeito foi o inverso e provocou o “domingo negro”. Milhões saíram às ruas com as caras pintadas, entoando canções de ordem e usando roupas pretas em repúdio a Collor.

Com a pressão insustentável e visando impedir a punição, Collor renunciou ao planalto horas antes da conclusão do processo de impeachment. Todavia, artimanha não impediu sua condenação, ficando oito anos inelegível.

 Fernandinho voltou. Tentou o governo de Alagoas em 2002, mas perdeu. Em 2006 se elegeu senador e conseguiu reeleição em 2014.

 E você, vai dar nova chance ao Collor?

Se o dele é roxo, imagina como está o do povo depois de tanto chute no saco.

https://portadecadeia.com/2018/05/07/presidenciaveis-2018/ 

 

 

 

 

 

 

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